Quando observo meu reflexo,na tua alma estampado,
penso em mim na brincadeira,
olho-me doutra maneira,
as vezes fico preplexo,
outras mesmo envergonhado.
Esse espelho cristalino,
de um tom água-azulado,
são teus olhos que me fitam,
que a minha alma agitam,
na procura do destino,
a mim próprio revelado.
Encontro o meu Eu em Ti,
procurando em todo o lado,
o que de Ti está ali,
se estava por certo não vi,
porque estava bem guardado,
e não me revelas de Ti.
Onde estás que te não vejo ?
Nem sei bem o que perdi ...
Sei que é a mim que procuro,
mas as vezes conjecturo:
será mesmo o que desejo ?
E se o espelho já parti ?
VMM - 18-12-2004

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