A dança dos corpos que trocam toques trauteandocanções que o próprio vento embala.
Cada dedo das mãos abertas toca o seu par
na dança digital de velas douradas, que ilumina a noite fria do Castelo.
Sabendo exactamente onde tocar, e como embalar o outro corpo quente e deslumbrante-doce
na coreografia e dança sensual.
O frio gelado das paredes de pedra que arde e derrete sucumbindo ao calor da doce dança do deus corpo.Sabores e cheiros que sentem e comem com os poros e alimentam cada átomo do universo que resumem.
Almas e mentes, embriagadas se fundem
no caleidoscópio de cores-sentidos
amago da vertigem deliciosa que culmina
na explosão atómica-defenitiva e dos corpos que se rendem à evidência do sono que antevêm ...
Raia a aurora e o calor derrete a geada e vaporiza o orvalho
numa mística mas quente nebelina que anuncia
o fim da dança e o tomar pela razão do império dos sentidos.
