segunda-feira, março 13, 2006

II - PHILEO - AMOR FRATERNO


Alma que outra toca
e que na sensação familiar
do lúdico e luminoso labirinto
louco por descobrir se perde.
Entre cheiros a primavera,
flores e cores sob o Sol temperado
e em recantos e caminhos não trilhados
e nunca explorados,
no entanto com o sabor ao «ninho»
do Eu que encontro em Ti.

A cada passo descobre
um portal-passagem
ou janela para um novo labirinto
que é cada recanto d'alma gémea,
e assim se perde na doce descoberta.

Sinto a canela e o alecrim
de cada vereda nova por explorar
das coisas que por SER
compartilhamos.


Arvores semelhantes
com rebentos verdes,
viçosos vigorosos, lindos,
que nos entretêm em cuidados,
carinhos e atenção,
muito amor e emoção.

Em cada encruzilhada do caminho,
optando pela destra a Ti veria,
e mesmo que pla sinistra
tivesse divergido,
um Tu reconfortante descobria.

É esta a delicia do encontro.
E assim desta forma passa o tempo,
descoberta da razão
desta doce simpatia.
Que por ser curiosa alegria
reconforta anima e dá alento
ao corpo e à alma no momento.

E assim se passa o tempo duma vida.

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