terça-feira, março 14, 2006


Ágape é o amor divino.
Eros é o amor dos amantes.
Phileo é o amor dos amigos.

Ágape é o amor mais resistente.
Eros é o amor mais intenso.
Phileo é o amor mais singelo.

Ágape é o amor eterno.
Eros é o amor efémero.
Phileo é o amor perene.

Ágape é o amor para o outro.
Eros é o amor pelo outro.
Phileo é o amor com o outro.

segunda-feira, março 13, 2006

III - EROS - AMOR CARNAL

A dança dos corpos que trocam toques trauteando
canções que o próprio vento embala.
Cada dedo das mãos abertas toca o seu par
na dança digital de velas douradas, que ilumina a noite fria do Castelo.
Sabendo exactamente onde tocar, e como embalar o outro corpo quente e deslumbrante-doce
na coreografia e dança sensual.

O frio gelado das paredes de pedra que arde e derrete sucumbindo ao calor da doce dança do deus corpo.
Sabores e cheiros que sentem e comem com os poros e alimentam cada átomo do universo que resumem.
Almas e mentes, embriagadas se fundem
no caleidoscópio de cores-sentidos
amago da vertigem deliciosa que culmina
na explosão atómica-defenitiva e dos corpos que se rendem à evidência do sono que antevêm ...

Raia a aurora e o calor derrete a geada e vaporiza
o orvalho
numa mística mas quente nebelina que anuncia
o fim da dança e o tomar pela razão do império dos sentidos.

II - PHILEO - AMOR FRATERNO


Alma que outra toca
e que na sensação familiar
do lúdico e luminoso labirinto
louco por descobrir se perde.
Entre cheiros a primavera,
flores e cores sob o Sol temperado
e em recantos e caminhos não trilhados
e nunca explorados,
no entanto com o sabor ao «ninho»
do Eu que encontro em Ti.

A cada passo descobre
um portal-passagem
ou janela para um novo labirinto
que é cada recanto d'alma gémea,
e assim se perde na doce descoberta.

Sinto a canela e o alecrim
de cada vereda nova por explorar
das coisas que por SER
compartilhamos.


Arvores semelhantes
com rebentos verdes,
viçosos vigorosos, lindos,
que nos entretêm em cuidados,
carinhos e atenção,
muito amor e emoção.

Em cada encruzilhada do caminho,
optando pela destra a Ti veria,
e mesmo que pla sinistra
tivesse divergido,
um Tu reconfortante descobria.

É esta a delicia do encontro.
E assim desta forma passa o tempo,
descoberta da razão
desta doce simpatia.
Que por ser curiosa alegria
reconforta anima e dá alento
ao corpo e à alma no momento.

E assim se passa o tempo duma vida.

I - AGAPE - AMOR ETERNO


Do verbo inicial emana a luz, que as trevas ilumina ...

Alpha e Ómega num momento de luz e calor feito existência,
de tempo parado eterno, em que tomas folego e contemplas o largo horizonte
que limite - fio azul que não fronteira, o teu caminho com o outro indica-determina.

Certeza de pertença original, sem mais absoluta
surge no momento em que corpos se dão e células trocam,
na oferta de vida que começa na união generosa, doce, inevitável.

O utero e o corpo que ofereces e recebes
de Mãe para Filho e Pai na concepção e parto eternos,
ciclo sem fim, de vida em vida com dádivas e partilhas desta trindade resultantes.

É este o AMOR de vida escrito, eterno delicioso e em tons por descobrir,
que pinta o tempo de mil cores num caleidoscópio cósmico
que assim não passa.

Pára e vive em paz, feliz eternamente !

sexta-feira, março 03, 2006

CARTA FINGIDA

Escrevi a mim mesmo uma carta,
fiz de conta ser de Ti.
Repleta de coisas bonitas
o campo o sol as estrelas,
o azul do mar mil beijinhos
o cantar de passarinhos
amei quando a recebi,
de abraços ternos foi farta.

Que li no papel enrrugado
foram palavras diferentes.
Diferentes por serem tuas
já que fechadas na carta
tomaram por Teu o sentir
e me disseram bem alto,
não sei se por meu ansejo,
que mais de mil me darias
abraços quentes e beijos.
VMM - 03-03-2006