segunda-feira, novembro 22, 2004

ABRAÇO

Doce caleidoscópio de natal,
embalou minhas viagens africanas,
tubarões, girafas e elefantes,
a doce vertigem do eu errante
que tropeça em acasos e lianas.
Cardumes cor de prata no areal.
Dei-te a estrela do Sul não foi por mal
sob o fogo de artifício dos cabelos
da cor da areia quente e da agua fria
nas redes que se içam pela praia
e o muito calor da simpatia.
Fiquei nelas preso e não lamento
que o deserto que abraçei na sexta feira
tenha morto o abraço que mandei
e o beijo que queria com alento.
VMM - 22-11-2004